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A morte me rondava

família

Os últimos dias foram de uma carga emocional muito grande. Me vi lutando contra impulsos egoístas, contra o sentimento de incompetência, contra a agonia inerte, contra… a morte. Sim, a morte. Ela me rondava. Eu a ouvia sussurrar por baixo do teu respirar arquejado, a via espreitando diante do teu olhar vago que fitava o vazio, ela perseguia-me em meus sonhos.

A vida escapulia de minhas mãos mesmo que eu a tentasse segurar. Eu queria tirar a tua dor, te devolver um sorriso, te ter ainda aqui comigo. Ao mesmo tempo me conforta saber que tu não sofres mais, tu alcançaste o estado de verdadeira paz.

A vida é tão rica e ao mesmo tempo tão frágil, um mistério a respeito do qual jamais teremos respostas. Por que vivo? Quem sou? Nada disso importa se você não tiver deixado algo de valioso na vida dos que te rodeiam. Porque no final é isso que permanece: os ensinamentos, as doces lembranças, a caridade, as boas obras. E isso tenho a certeza de que fizestes e nos destes. Tua vida importou muito, foi prolífera, valiosa.

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