Me sinto anestesiada
Privada de sensações
Entorpecida
Apenas o pensamento de impotência persiste
a raiva que cresce pequena e se desenvolve,
se apossa das veias,
mas nunca consegue exaurir
É uma claustrofobia de si mesmo
A prisão em uma anestesia sem fim
Parece inútil lutar,
quando o esforço é tanto
e não se sai do lugar
É desolador, deprimente
Mas nem pra isso há margem
A anestesia ainda age
paralisa, imobiliza
deixando-te apenas à mercê
de pensamentos obscuros e repugnantes
talvez reais ou apenas efeitos colaterais
O despertar não chega,
mas enquanto não vem
existindo ao menos uma única gota
gota de sangue puro
eu… resistirei
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