Fumaça saindo da chaminé
Colorindo o céu com a mesma ausência de matiz
Confundindo meus sentidos
Já nem sei mais se é isso mesmo o que eu quis
A mesma fita tocada repetidamente, excessivamente
Mas ainda não enxerguei significado aí
Quanto mais toco, mais deveria entender
A incógnita, no entanto, permanece,
permanece e cresce
Manipulações e domínios não fazem parte de mim
No entanto, é assim que aparenta ser no final
Mas lhe asseguro que não foi por mal
Se ao menos conseguisse entender
Entender o porquê…
Entender o querer, saber o que querer
Talvez assim eu saberia o que dizer
O céu insaturado me confunde
Pode ser que não seja eu afinal
Pode ser que seja culpa dessa fumaça
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