Hoje estava me lembrando dos meus dias de fã número um da Banda Tokio Hotel. Eu tinha várias mil fotos dos integrantes salvas no computador, sabia tudo sobre eles, todos os dias ouvia os CDs, sabia todas as músicas de cor e salteado. Eu ia para escola e falava da banda para os amigos. Na época, a banda só fazia sucesso na Europa, então ninguém sabia do que eu estava falando e quando eu mostrava uma foto da banda as pessoas olhavam para o vocalista com uma cara estranha e iam embora assustados.
Eu escrevia o nome da banda no braço ou o símbolo dela ou ainda o nome de meu integrante favorito – Tom Kaulitz –, como se fossem tatuagens.
Meu quarto era cheio de posters da banda, inclusive um do Tom Kaulitz em tamanho real, ou seja, passando dos 1,80m. Eu não gostava de AllStar, sempre falei mal do tennis, mas após conhecer a banda eu tive que comprar um! E, com o tempo, comprei não só um, mas dois, três, quatro… haha. Usava munhequeiras, pintava as unhas de preto, queria até, no auge da vida de fã, virar Emo! Isso mesmo, emo. Mas depois desisti da ideia.
Esta fase também foi aquela em que mais melhorei meu alemão. Como a banda era conhecida, principalmente na Alemanha, as únicas fontes de notícia da banda eram em alemão. Então eu passava as tardes assistindo entrevistas em alemão, lendo reportagens sobre os meninos… e corria para o dicionário porque queria entender tudo o que estavam dizendo sobre eles.
Aaaaaah, bons tempos! Parece que foi ontem, mas já fazem 7 anos desde que eu me tornei fã deles e eu nem percebi. Nunca mais ouvi um CD deles e hoje, vendo umas cifras impressas, antigas, encontrei uma música deles no meio. E amanhã eu decididamente irei escutar meus CDs da banda.
Agora vou dormir com essa sensação boa de nostalgia.

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