E no fim, é assim que somos
talvez não as pedras mais preciosas do universo, mas é assim que somos
e que bom que ainda há muito a lapidar
e muito que jamais conseguiremos consertar
porque é na tortuosidade que se encontra a singularidade
um singelo sorriso, sem arregaço de egos, sem segundas intenções
é só disso que preciso, é isso que nos torna bonitos
não as fachadas luminosas de bom gosto, mas podres por dentro
não as palavras rudes que nos são proferidas para demonstrar um falso poder
que se houver palavras rudes, que estas sejam numa explosão ingênua de mal contenamento
e que venham daqueles que vivem próximo a mim, que se esforçam por mim
Que não tentam me diminuir, mas que torcem para meu bem
Pois estas palavras, como o vento, logo passam, são perdoadas
Então, no fim, é assim que somos
as pedras menos preciosas do universo – para os outros
que anseiam por valores fúteis que jamais encontrarão aqui
Eu prefiro ser essa pedra não lapidada, a ser o brilhante de seu colar!
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